A dona da régua T
Por Victor Uchôa, em 11.05.2008, de Braga/Portugal
À Nanci Uchôa, autora dos meus dias
Você é uma mãe como eu imagino que são todas as outras.
Você pira quando apronto das minhas. E, fazer o que, eu sempre apronto das minhas.
Você sempre mostrou outros pontos de vista. Teimoso, sempre exigi argumentos. Você os tinha (tem).
Você não gostava quando eu calava demais. Agora conta ter captado meu ritmo. E funcionamos nessa sintonia.
Você sonhou por você e por mim. Alguns sonhos já são concretos. São nossos.
Você tem a implicância necessária e o aborrecimento preciso.
Você tem a ternura completa e o sorriso exato.
Você chora com filmes que eu nem paro pra ver. E ri das besteiras que insisto em falar.
Você indica meus erros. E sempre pede que eu tome cuidado.
Você desenhou nossa vida com esquadros. Calculou nossos riscos. Construiu nossa estrada.
Você agora se diz uma mulher terapeutizada. E caminha “respirando paz”, o que é bom.
Isso não impede que você continue pirando quando apronto das minhas. É a norma.
Mas você dá apoio irrestrito quando planejo aprontar algo novo. E eu ainda pretendo aprontar mais algumas.
Por essas e outras eu digo que você é uma mãe como imagino serem todas.
Uma mãe comum, mas, a sorte me sorriu e isso ninguém me tira, é a minha.
que lindo, primo! alguém deve ter chorado horrores!
Se eu engasguei…
Imagine ela!
O anterior foi meu!
Esqueci de me identificar!
Sorry!